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	<title>quatsch &#187; ansiedade</title>
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	<description>Há quem diga que é melhor nada dizer.</description>
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		<title>El Camarón Pinzón y sus pomposas aventuras en Acapulco (xii)</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Mar 2009 00:34:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>El Fantasma del Tuff</dc:creator>
				<category><![CDATA[Camarón Pinzón]]></category>
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		<description><![CDATA[- Gaspár, meu amigo, há quanto tempo! - É verdade, Pinzón! Deve fazer bem uma década que não nos vemos! - Não seja obtuso, Gaspár! É coisa de no máximo 3 meses! - Que seja! Já é muito tempo! - Concordo. Me acompanha num Martini? - Claro, com Gim, por gentileza. - E então, caro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img style='float: left; margin-right: 10px; border: none;' src='http://www.gravatar.com/avatar.php?gravatar_id=11a0a8b4849e7884ddb51a7b8684bba0&amp;default=http://www.svotz.org/quatsch/wp-content/plugins/gravatar1.jpg' alt='No Gravatar' width=60 height=60/><p>- Gaspár, meu amigo, há quanto tempo!<br />
- É verdade, Pinzón! Deve fazer bem uma década que não nos vemos!<br />
- Não seja obtuso, Gaspár! É coisa de no máximo 3 meses!<br />
- Que seja! Já é muito tempo!<br />
- Concordo. Me acompanha num Martini?<br />
- Claro, com Gim, por gentileza.<br />
- E então, caro Gaspár, o que me conta de novo?<br />
- Bem, não sei, acho que não tenho tantas novidades assim.<br />
- Não é possível, Gaspár! Em tanto tempo, você deve ter feito alguma coisa.<br />
- Bom, uma coisa ali, outra aqui.<br />
- Aham, sei.<br />
- E você? Ah, obrigado.<br />
- Cuidado, está cheio até mais que a taça! Bem, eu, o de sempre. Algumas entrevistas para a TV, umas participações no cinema, alguns desencontros amorosos.<br />
- De novo, isso, Pinzón? Você não se cansa? A propósito, muito bem feito esse drink.<br />
- Oh, obrigado, preparo-os mesmo com primazia. Pois é, meu amigo, sempre a mesma coisa, sempre, sempre, sempre. Não sei como é possível!<br />
- Admirável, se não fosse ao mesmo tempo um tanto amargo!<br />
- Mas a vida tem lá sua parcela de amargura, Gaspár, e isso é cada vez mais claro!<br />
- Me refiro ao drink, Pinzón. Mas, de qualquer forma, concordo.<br />
- O importante é não se abalar demais, caro amigo.<br />
- Pena que esse nunca tenha sido seu forte, não é?<br />
- Bem, é verdade.<br />
- Sempre apreciei mais o que fez ao forno.<br />
- Gaspár, <em>pinche</em>! Por favor, escolha um assunto para conversar, porque assim não é possível! Parece que você não está prestando atenção, assim!<br />
- Minhas desculpas, Pinzón, mas é meu raciocínio rápido. Às vezes não posso deixar de comentar sobre um outro assunto paralelo. Lamento que não existam parênteses orais. Facilitariam bastante uma conversa dessas.<br />
- Sim, mas já que não existem, concentremo-nos em apenas um!<br />
- Certamente. Prossiga.<br />
- Pois bem. O que me espanta, Gaspár, é ver uma situação semelhante se repetindo e temer não agir de forma diferente, já que sei qual o caminho que isso pode tomar.<br />
- Sim, sim. Só não dou conselho melhor porque te agrada tanto a conversa abstrata que fica difícil interferir de modo objetivo.<br />
- Gaspár, não é conversa abstrata! É simplesmente pela complexidade das idéias que o discurso é igualmente confuso!<br />
- Claro, e por que não seria, não é mesmo? Regado a tanto Martini, até uma equação ficaria confusa em suas mãos.<br />
- Gaspár, Gaspár. Não é a primeira vez que chamo sua atenção por fazer graça dos assuntos de maneira irônica e sarcástica!<br />
- Se não fosse assim, eu provavelmente não seria seu amigo, Pinzón.<br />
- Não importa. Nem me lembro mais onde eu estava.<br />
- Provavelmente se lamentando de algo incerto que lhe causa preocupações secundárias inadministráveis a curto prazo.<br />
- Isso! Exatamente! Veja você que começo a sentir aquela mesma apreensão, aquela mesma sensação do não-dito que fica à ponta da língua por meses.<br />
- De ulcerar qualquer sujeito, isso, Pinzón.<br />
- Deveras! Mais Martini-Gim?<br />
- Prefiro chamar de Gim-Martini, assim posso uinir os dois emes e me agrada a sonoridade. Sim, mais um pouco, obrigado.<br />
- É impressionante como demoramos a aprender com os próprios erros e acertos, não é, Gaspár? Meses atrás eu juraria que algo assim não aconteceria de novo, e no entanto, veja você!<br />
- Impagável, de fato!<br />
- <em>Suspiro</em><br />
- Só tenho a mesma pergunta de sempre, Pinzón: já sabe o que vai fazer a respeito?<br />
- Ainda não ao certo, Gaspár, mas poderia supor que pelo menos algo mais rápido eu deveria fazer, e não deixar as coisas se arrastarem por tão longo tempo, mais uma vez, afinal de arrastada em arrastada passa-se o ano.<br />
- Bem razoável, num primeiro momento.<br />
- Acha mesmo?<br />
- Sim, apesar de não ser exatamente a mesma mistura, essa taça está muit boa.<br />
- Gaspár, pelo amor de Deus! Preste atenção na conversa!<br />
- Oh, sim, sim, claro, desculpe-me, Pinzón! Não vai acontecer de novo!<br />
- Ham.<br />
- É, então, mas só agir mais rápido talvez não seja só o suficiente, o que acha?<br />
- Tem razão. A grande questão, apesar de tudo, é que sempre pode ser uma má interpretação, não é? E o sofrimento por falsa expectativa ali esperando na virada pra te acertar com tudo!<br />
- Ah, mas daí não há como escapar. Nem que seja para verificar se realmente é o que você pensa, fazer alguma coisa é necessário.<br />
- Verdade.<br />
- E, além do mais, como você bem disse, pra quê perder mais tempo, não é?<br />
- Sim. Pra quê?<br />
- Então!<br />
- Quer mais Marti&#8230; desculpe-me, Gim-Martini?<br />
- Não, obrigado, estou satisfeito.<br />
- Sabe o que é fascinante? É, apesar da apreensão, essa constante impressão da iminência de um momento em que as duas pessoas falarão a mesma coisa.<br />
- Sim, é mesmo. Já me causou muitas diarréias isso, com o perdão da palavra.<br />
- Nem me diga. Mas é o que move a vida, não é? É quando o peito fica assim esmagado que prestamos mais atenção que estamos vivos.<br />
- Que viagem, hein Pinzón? Que emo, eu diria.<br />
- Gaspár, você é um maldito, às vezes! Hahahahaha!<br />
- Até você riu dessa, Pinzón, não há como.<br />
- Ah, amigo Gaspár, como é possível isso? Como não para de acontecer?<br />
- Vai ver é você, Pinzón. É parte de você, e é assim que vai ser com você.<br />
- <em>Suspiro</em>. O negócio é aprender a mastigar a vida, não é?<br />
- <em>Tsc</em>, isso aí!<br />
- Quando é o próximo feriado?<br />
- Não sei.</p>
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		<title>El Camarón Pinzón y sus pomposas aventuras en Acapulco (x)</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Dec 2008 15:13:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>El Fantasma del Tuff</dc:creator>
				<category><![CDATA[Camarón Pinzón]]></category>
		<category><![CDATA[acordar tarde]]></category>
		<category><![CDATA[ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[caligrafia]]></category>
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		<category><![CDATA[Heintze & Blanckertz]]></category>
		<category><![CDATA[ilustração]]></category>
		<category><![CDATA[pena]]></category>
		<category><![CDATA[relógio biológico]]></category>

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		<description><![CDATA[- Pinzón, meu distinto amigo, que cara é essa? - Affe, caro Gaspár! Cara de quem acordou às duas e dezanove da tarde! - Que disparate, Pinzón! Duas e dezanove?! - Sim, por mais ultrajante que seja, é verdade. - E posso saber o que causou tamanho descompasso em seu relógio biológico? - Uma seqüência [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img style='float: left; margin-right: 10px; border: none;' src='http://www.gravatar.com/avatar.php?gravatar_id=11a0a8b4849e7884ddb51a7b8684bba0&amp;default=http://www.svotz.org/quatsch/wp-content/plugins/gravatar1.jpg' alt='No Gravatar' width=60 height=60/><p>- Pinzón, meu distinto amigo, que cara é essa?<br />
- Affe, caro Gaspár! Cara de quem acordou às duas e dezanove da tarde!<br />
- Que disparate, Pinzón! Duas e dezanove?!<br />
- Sim, por mais ultrajante que seja, é verdade.<br />
- E posso saber o que causou tamanho descompasso em seu relógio biológico?<br />
- Uma seqüência de eventos, meu amigo. Primeiro, o simples fato de ter ido dormir às quatro e meia da manhã, no dia anterior. Segundo, a desregularrem decorrente da recorrência de tais atrasos ao longo da semana, e, terceiro, a ansiedade, como não poderia deixar de ser!<br />
- Estou impressionado! Eu mesmo considero improvável que consiga ficar acordado até tão tarde da noite, ou madrugada, melhor dizendo. E mais: não concebo perder o <em>desayuno</em>!<br />
- Deveras, meu amigo! Nem eu, mas, fazer-se o quê, dada a circunstância?<br />
- Concordo que seja penoso colocar o sono nos trilhos novamente, já que, tendo acordado às duas e dezanove, torna-se difícil ter sono às dez horas, digamos. Mas e a ansiedade? Em relação a quê?<br />
- Pequenezas, meu caro. Talvez não me creia, mas encomendei há algum tempo um jogo de penas, e não me agüento em tanto esperar!<br />
- Penas, Pinzón? O que aconteceu, furou-se seu travesseiro?<br />
- Não diga sandices, Gaspár! Penas de escrita, não de estofagem!<br />
- Ah, sim! Mais cabível, realmente. Mas não é um item um tanto quanto obsoleto, a pena?<br />
- Não diga isso, Gaspár! Esta minha encomenda, por exemplo, é um jogo clássico da Heintze &#038; Blanckertz, uma coleção admirável, dificilmente encontradiça hoje em dia! E são muito úteis para caligrafia e ilustrações!<br />
- Veja só! Não sabia, meu amigo!<br />
- Você ainda tem muito angu para comer, ilustre Gaspár. Não me leve a mal, sim?<br />
- De maneira alguma, Pinzón.</p>
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		<title>El Camarón Pinzón y sus pomposas aventuras en Acapulco (viii)</title>
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		<pubDate>Sun, 09 Nov 2008 18:01:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>El Fantasma del Tuff</dc:creator>
				<category><![CDATA[Camarón Pinzón]]></category>
		<category><![CDATA[acelga]]></category>
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		<category><![CDATA[atol]]></category>
		<category><![CDATA[camarão]]></category>
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		<category><![CDATA[inspiração]]></category>
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		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[- Amigo Gaspár, que cara é essa? - Ai, caramba&#8230; - Diga-me, Gaspár, nada tema. - Não é nada de mais, caro Pinzón, é apenas apreensão. - Em relação a quê? - Aos altos e baixos da vida, Pinzón. - Eu sou definitivamente mais alto que você, Gaspár, e quanto a mim, não há nada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img style='float: left; margin-right: 10px; border: none;' src='http://www.gravatar.com/avatar.php?gravatar_id=11a0a8b4849e7884ddb51a7b8684bba0&amp;default=http://www.svotz.org/quatsch/wp-content/plugins/gravatar1.jpg' alt='No Gravatar' width=60 height=60/><p>- Amigo Gaspár, que cara é essa?<br />
- Ai, caramba&#8230;<br />
- Diga-me, Gaspár, nada tema.<br />
- Não é nada de mais, caro Pinzón, é apenas apreensão.<br />
- Em relação a quê?<br />
- Aos altos e baixos da vida, Pinzón.<br />
- Eu sou definitivamente mais alto que você, Gaspár, e quanto a mim, não há nada com o que se preocupar!<br />
- Pinzón, sua capacidade de fazer piadas em momentos inadequados me assombra.<br />
- Desculpe-me, sim? Aceita um Martini?<br />
- Não, obrigado, chega de álcool por hoje.<br />
- Tudo bem, eu entendo. E tudo bem se não quiser me contar sobre o que te aflige.<br />
- Obrigado.<br />
- Gaspár, confesso que também estou um pouco macambúzio por dentro.<br />
- E por que isso, Pinzón?<br />
- Conheci uma camaroa, amigo. Uma camaroa formidável!<br />
- Sorte a sua, Pinzón, camarões devem conhecer camaroas, mesmo. Pior eu, que ainda não recebi denominação alguma, e fico aqui, à mercê da boa vontade do espírito de Lineu resolver baixar no caranguejo mais próximo para me classificar. Que momento único seria esse.<br />
- Não se alongue em seus comentários pessoais, Gaspár, isso faz com que eu perca a linha de pensamento. Estava contando sobre a ímpar senhorita que conheci.<br />
- Claro, prossiga como planejado.<br />
- Ela é maravilhosa, Gaspár. Minhas barbatanas se arrepiam. Volto para casa todo dia repassando o que aconteceu de engraçado ou mesmo coisas sem importância para contar a ela.<br />
- Ela está na sua casa?<br />
- Não, Gaspár, aí é que está. Volto pra casa pensando nisso exatamente porque não posso contar a ela pessoalmente. Tenho que chegar, escrever tudo e colocar numa garrafa.<br />
- Que pena, Pinzón.<br />
- Deveras, amigo Gaspár. E a ansiedade é que está me deixando sorumbático.<br />
- Não se deixe abater, caro Pinzón, continue animado, senão, qual será a graça?<br />
- Nenhuma, presumo eu.<br />
- Pois então! Suas mensagens da garrafa têm que continuar gentis, calorosas e simpáticas! Salpicadas de amor, compreensão e benevolência!<br />
- Como você consegue ser tão inspirado, Gaspár? Você nem me acompanhou no Martini!<br />
- Caro Pinzón, nem parece você, falando! Quando acabar a inspiração, só vai sobrar o sabugo, meu amigo, e isso não pode em hipótese alguma acontecer!<br />
- Gaspár, espero que você se lembre que as melhores frases deveriam continuar sendo minhas, em nossas conversas, afinal, eu sou o personagem principal.<br />
- Claro, não se preocupe, meus lampejos de poesia são fugazes e raros. Não seria capaz de competir com você!<br />
- Melhor assim. De qualquer forma, obrigado pelos conselhos.<br />
- Mas você não planeja conhecê-la de facto?<br />
- É o que mais quero, Gaspár, sem pensar duas vezes!<br />
- Posso dar outra sugestão?<br />
- À vontade.<br />
- Leve uma acelga. Uma vez um ancião amigo do meu padrinho disse que numa de suas viagens pelo Atol de Parthenopea um velho pescador lhe disse que as acelgas encantam de uma maneira singular.<br />
- Uma acelga? Que improvável. Obrigado, Gaspár!<br />
- De nada.</p>
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		<title>El Camarón Pinzón y sus pomposas aventuras en Acapulco (vii)</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Sep 2008 22:08:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>El Fantasma del Tuff</dc:creator>
				<category><![CDATA[Camarón Pinzón]]></category>
		<category><![CDATA[angústia]]></category>
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		<category><![CDATA[taquicardia]]></category>

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		<description><![CDATA[- Gaspár, sinto algo estranho no meu peito. Uma angústia, uma falta de ar, uma taquicardia e arritmia, às vezes. O que poderá ser? - Pinzón, desculpe-me mudar de assunto tão bruscamente, mas já pensou em quantas consciências simultâneas nós, humanos, podemos ter? Já pensou que posso ser apenas uma de suas consciências, e que, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img style='float: left; margin-right: 10px; border: none;' src='http://www.gravatar.com/avatar.php?gravatar_id=11a0a8b4849e7884ddb51a7b8684bba0&amp;default=http://www.svotz.org/quatsch/wp-content/plugins/gravatar1.jpg' alt='No Gravatar' width=60 height=60/><p>- Gaspár, sinto algo estranho no meu peito. Uma angústia, uma falta de ar, uma taquicardia e arritmia, às vezes. O que poderá ser?<br />
- Pinzón, desculpe-me mudar de assunto tão bruscamente, mas já pensou em quantas consciências simultâneas nós, humanos, podemos ter? Já pensou que posso ser apenas uma de suas consciências, e que, se eu responder a sua pergunta, essa resposta virá de você mesmo e, logo, pode não ser de ajuda alguma?<br />
- Gaspár, que ultraje! Primeiro que você não é fruto da minha imaginação, você é real, eu posso vê-lo! E segundo que não somos humanos: eu sou um camarão e você&#8230; bem, você definitivamente não é um camarão!<br />
- Isso é o que você pensa, caro amigo Pinzón. Lamento não dispor de meios para provar o contrário, mas se pudesse, certamente você ficaria embasbacado.<br />
- Gaspár, isso não está sendo de ajuda nenhuma! Comecei falando de algo sério que me incomoda, e você vem com essas elucubrações sem pé nem cabeça!<br />
- Pinzón, não sei com que freqüência você costuma consultar o dicionário, mas elucubrações são assim mesmo, por definição.<br />
- Isso parece estar saindo do controle, Gaspár! Desde quando você me contradiz em alguma coisa, e o pior, finge explicar-me o que supostamente não sei, de maneira duvidosa?<br />
- Fique calmo, Pinzón. Esta é só mais uma evidência de que o que digo tem tudo para ser verdade.<br />
- Gaspár, estou entendendo cada vez menos. Com essa conversa só fico mais ansioso e nervoso. Sugiro que mudemos de assunto.<br />
- Sobre o que gostaria de conversar?<br />
- Eu não sei, Gaspár, só não quero continuar com essa discussão sem propósito!<br />
- Devo dizer que nunca vi um camarão tão alterado.<br />
- Gaspár, não se refira a mim como se eu não estivesse presente!<br />
- Desculpe-me, Pinzón.<br />
- Além disso minha visão parece não conseguir focalizar por muito tempo, o que me deixa tonto, com freqüência.<br />
- Pinzón, se você fosse escrever essa última palavra que disse, usaria o trema?<br />
- Sim.<br />
- Então receio que não esteja a par das mudanças na escrita da língua Portuguesa.<br />
- Realmente não estou e, mesmo que estivese, provavelmente continuaria usando trema.<br />
- Esse barulho é a chuva?<br />
- Deve ser, Gaspár, por quê?<br />
- Nada, só não contava com chuva, hoje.<br />
- Tinha algum plano?<br />
- Nada certo.<br />
- Onde está Maricruz?<br />
- Não sei, há dias que não a vejo.<br />
- Eu também. Muito estranho.<br />
- Muito.</p>
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		<title>Centesimal Hahnemanniana (i)</title>
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		<pubDate>Thu, 31 Jul 2008 15:00:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>El Fantasma del Tuff</dc:creator>
				<category><![CDATA[Abobrinha]]></category>
		<category><![CDATA[ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[balde]]></category>
		<category><![CDATA[gelsemium]]></category>
		<category><![CDATA[hahnemann]]></category>
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		<category><![CDATA[korsakof]]></category>

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		<description><![CDATA[Yeraf: Sim? Bom dia! Klahag: Gelsemium 12CH, me vê um balde, por favor.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img style='float: left; margin-right: 10px; border: none;' src='http://www.gravatar.com/avatar.php?gravatar_id=11a0a8b4849e7884ddb51a7b8684bba0&amp;default=http://www.svotz.org/quatsch/wp-content/plugins/gravatar1.jpg' alt='No Gravatar' width=60 height=60/><p><strong>Yeraf:</strong> Sim? Bom dia!</p>
<p><strong>Klahag:</strong> Gelsemium 12CH, me vê um balde, por favor.</p>
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