El Camarón Pinzón y sus pomposas aventuras en Acapulco (xi)

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- É, Gaspár, último dia do ano!
- Que emoção, meu mui estimado amigo Pinzón!
- O que você aprendeu de mais importante este ano, meu caro?
- Que o mirtilo, ao contrário do que eu imaginava, tem várias e diminutas sementes, é macio, e tem sabor ameno!
- Eu, por minha vez, aprendi que devo viver mais!
- Desculpe-me, Pinzón, mas como é possível viver-se mais do que já se vive?
- Não é no sentido fisiológico, Gaspár, é que este ano passou-me deveras depressa.
- Sim, também tive a impressão de ter-se transcorrido rápido.
- Os últimos meses, então, mal os percebi!
- E o que pretende fazer a respeito?
- Ainda não sei. Acho que, logo mais, depois do quarto ou quinto Martini, certamente há de me ocorrer algo!
- A propósito, foi uma ótima idéia termos vindo para Trobriand! Que belos arrabaldes!
- Também estou muito satisfeito! Penso em ainda hoje dar uma volta de catamarã ali por perto daquela pedra.
- Bom, Pinzón, vamos aproveitar que ainda há luz natural e ficar ali à beira da água?
- Certamente, nossos amigos nos aguardam!
§
- Pinzón…
- Sim?
- Onde estará Maricruz?
- Não sei, mas espero que esteja feliz.

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