El Camarón Pinzón y sus pomposas aventuras en Acapulco (ix)

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- E então, caro amigo Gaspár, já se resolveu?
- Hmm… ainda não, Pinzón.
- Sim, mas, é pra hoje?
- Calma, ainda é cedo!
- Agora ainda é cedo, mas se você continuar aí, já já não mais será!
- Eu sei, ó Pinzón, mas também quanto mais você me apressa, mais me desconcentra!
- Tudo bem…
- Hum…
- Desculpe, Gaspár, mas não vejo como é possível demorar-se tanto na escolha de um chuchu!
- Como assim, meu amigo? Chuchus são iguarias como tantas outras, de delicadeza considerável, com peculiaridades que não se podem ignorar!
- Hum… sim, estou ouvindo.
- Veja este, por exemplo, que terrível. Tem a caspa áspera, e aqui há um grande talho, veja!
- Nada que não se possa cortar fora!
- Este outro cá: amarelado, e com esta parte aqui lustrosa… não!
- Sei. E este aqui, o que me diz?
- Aham. Sim, este aqui é quase bom. Mas observe atentamente e verá essas pequenas pintas esbranquiçadas, o que não é bom sinal.
- Pintas brancas, Gaspár? Onde?! Você já está exagerando!
- Diga-me cá uma coisa, então: seria exagero, também, olhar as cerejas em calda à contra-luz, antes de colocá-las num bolo, como faz você?
- …Bem, não vejo nada de errado nisso, uma vez que as cere
- Então! Então, caríssimo Pinzón! É como eu disse: cada entendedor com o seu entendimento! Não me admoeste aqui por ser caprichado com os chuchus!
- Hum, está certo. Afinal, que mal pode haver em ter os mais bem escolhidos chuchus?
- Sim, que mal pode haver?

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