El Camarón Pinzón y sus pomposas aventuras en Acapulco (vi)

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- Gaspár, se não me falha a memória , você é um assíduo freqüentador da Budega do Ferdinando, sim?
- Certamente, Pinzón. É o último estabelecimento que permanece servindo suco de malte escocês em caneca de metal e apenas dois dedos de espuma, como nos velhos tempos.
- Conte-me, além dos sucos, você também aprecia os croquetes da senhora Mariuska, mãe do Ferdinando?
- Sim, sim. Como não poderia? Ela prepara maravilhosos bolinhos de alcachofra. Os únicos que são acompanhados do suculento molho Oranges Rapées du Chasseur. Por que tantas perguntas? É o tempero que não lhe agrada?
- Não se trata disso, Gaspár. Fale-me mais desses bolinhos, eles são bem recheados?
- Quando em época de colheita das alcachofras, sim.
- A-há! Como eu suspeitava!
- Do que, Pinzón? Já desconfiava que as alcachofras fossem sazonais?
- Não! Refiro-me que por estas regiões o preço do trigo e do milho usados nas massas encontra-se mais barato que os recheios de bolinhos e croquetes.
- Estranho, Pinzón…
- O que?
- Não me recordo de nenhum campo dourado de trigo desde que aqui chegamos.
- Desconhece o subsídio agrícola, Gaspár?
- Certamente que não! Como poderia me esquecer daquele que garante uma mesa farta de quesadillas para todos?
- Não, trata-se daquele que garante bolinhos e massas mal recheados!
- Não havia pensado nisso. Você é mesmo brilhante, caro amigo Pinzón.
- Não seja tolo. Ande, vamos nos deliciar com bolinhos de alcachofra. Hoje é por minha conta.
- Muito grato, mas será que poderíamos esperar mais dois meses?

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