El Camarón Pinzón y sus pomposas aventuras en Acapulco (iii)

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- Gaspár, diga-me, já conhece o novo mercado?
- Qual, aquele perto da Pedra Maior?
- Sim, qual outro, se não este?
- Ainda não tive a oportunidade, caro Pinzón. Te agrada?
- Por demais, sim, sim! É esplêndido! Corredores que parecem não ter fim, prateleiras multicoloridas, e o mais importante: promotoras de venda oferendo-me toda sorte de quitutes!
- Realmente, parece imperdível!
- Há somente um porém, Gaspár.
- E qual?
- Não encontro um item!
- Mas apenas um? Isto era de se esperar, não?
- Bom, até que sim… O problema é ser esta uma iguaria tão especial!
- Diga-me.
- Lembra-se ainda do último jantar na casa da Sra. Albin?
- E como não?! Ela sempre sorridente recebe-nos com um caloroso “Nossa, que prazer recebê-lo em minha residência!”, é claro que me lembro!
- Pois bem, não encontro no mercado justamente o saborosíssimo zooplâncton que foi servido naquela noite!
- Zooplâncton?
- Sim, já se esqueceu? Logo depois do guizado de rodófitas e antes das ostras grelhadas!
- Ah… Ahm… Eahm…
- Gaspár, o que houve? Você está um tanto quanto pálido!
- Gheam…
- Gaspár, sente-se! O que aconteceu? Aceita um copo d’água? – Maricruz! Traga um copo d’água, rápido, sim? Gaspár, olhe para mim!
- Pinzón… eu comi muito aquele dia, não?
- Pelo que me lembro, sim, Gaspár. Mas estava um jantar fabuloso, não era para menos!
- Pinzón, você sabe que eu só como fitoplâncton!

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