caderno: Gelsemium sempervirens où l’interminable anxiété d’un petit garçon.



Bom dia, perfuradoras de poço artesiano!
Você, criança tratada desde tenra infância apenas com alopatias de todo tipo e tarjas multicoloridas, pode achar Daphne indica um nome bonito pra sua sobrinha, ou parecido com marca de cerveja, ou achar nada, até, o que não te desmerece em nada. Mal sabe você que tem gente por aí com medo de matar outras com uma faca, ou que de tanta dor, pensa em livra-se dela usando o mesmo artifício, só que em si mesmo. Para essas pobres almas, há quem recomende doses de um preparado feito com essa planta. Estimados amigos, essas são páginas homeopáticas.
Hi there, artesian aquifer drillers!
Some social media guru I recently hired for an outrageous 6-digit sum finally came to the conclusion that I was taking this blog thing too seriously, approaching a perilous level where – according to his previsions – I wouldn’t be satisfied to post anything less than a one-square-meter-big oil painting a year, what would consequently mean that you’d need to wait much more to see a masterpiece of mine. But fear nothing, me hearties, for I’ve decided to post any ordinary scratch I do on any adequate surface a-rumbling in my surroundings. The current theme being the ancient healing method of homeopathy, the above displayed pages depict the very first attemps of turning anxiety into interesting looking letters.
Guten Morgen, artesischer Brunnen Bohrerinnen!
Als ich einen richtigen Sketchbook nie weiterführen konnte, hab ich gedacht dass vielleicht einen Kalligrafiesketchbook funktionieren würde, weiß ich auch nicht warum. Ich habe eigentlich schon drei oder vier Seiten voll geschrieben, und soweit geht es gut. Die Namen der homöopatischen Medizinen klingen mir sehr schön, und da ich viele von denen seit kleinem pummeligem Bub höre, ich dachte die wären was gutes zum Schreiben. Daneben ist ja auch sehr interessant zu lernen was für häufige Symptome hat jede Medizin.

Bom dia, selecionadoras de pintinho de granja! Queria eu ter mais o que falar pra vocês. Hoje fiz esse serelepe ß na capa de um caderno da mais baixa qualidade, só de zua kkk.
Hi there, granary chick selectors! During an utmost strainingly Tour de force to pass the day minding strictly my own business, I arguably took the time to draw this Eszett on the cover of my sketchbook. I used blue poney-bone charcoal to sketch and painted it black with a hundred hummingbird’s liver secretion. Today I listened a lot to Friska Viljor.
Servas, mine Domen un Härren! Es wird ja schwer wenn man versucht alles richtig und fein zu machen, der gute Bub zu sein, und der dumme Bescheuert der neben dir ist macht alles so wie er es will, ganz unbesorgt ob es jemanden stört, ob es korrekt ist oder was auch immer. Man muss ja nen starken Magen haben um drüber zu kommen. Aber, wie die uns schon ein Millionen Fach gesagt haben, macht ja deine Sache wie es sein soll, und laß es dir nicht stören. Viel Glück dabei, mein Junge.

Bom dia, engenheiras de tráfego!
Eu tinha esse personagem crustáceo, o Camarón Pinzón, que por sua vez tinha muitos diálogos filosóficos com um amigo dele, que podia muito bem ser um amigo imaginário, que chamava Gaspár, que, ao que tudo indica, devia ser um Tatuí, ou algum outro crustáceo parecido com isso, já que um camarão deveria conseguir conversar, pelo menos a princípio, somente com outros crustáceos, e, com certeza, o Gaspár não era um camarão. Não que isso impedisse que ele fosse outro bicho, tipo um pepino do mar, uma estrela do mar, um cavalo marinho ou outra vítima do mar qualquer, mas pela personalidade dele, não acredito que fosse algum animal de corpo mole ou de simetria radial. Poucas coisas com simetria radial são confiáveis nessa vida, e acho que menos ainda na vida marinha, e ainda menos pra se conversar. E como o Pinzón era em essência um cara muito desconfiado e na dele, acho menos provável ainda que fosse filosofar sobre os problemas da vida e as dificuldades de relacionamento com qualquer criatura de simetria radial que aparecesse na frente dele. Primeiro que fica bem difícil saber pra onde olhar, principalmente se os olhos da coisa não forem bem óbvios, e depois que se você precisar de uma ajuda prática mesmo, mudar um sofá de lugar, por exemplo, um bicho desses vai mais atrapalhar do que te ajudar. Além de que o Gaspár não era um cara qualquer, não tinha aparecido do nada. Ou eles eram amigos há muito tempo, ou então ele era imaginado pelo Pinzón há muito tempo. Ou então, apesar de se conhecerem há pouco tempo, eles tinham aquela impressão de se conhecer desde longa data, o que permite conversas daquele calibre. De qualquer maneira, pouco importa se ele era um peixe palhaço ou uma craca, eles devem ter voltado pra acapulco, se esvaído em Martini seco, que eu não sei como alguém pode gostar de beber, ou sido comidos por qualquer bicho maior, e bichos maiores, na amplitude de um isqueiro até um quarteirão, têm vários, não seria esse o problema.
Esse desenho de letras aí eu fiz na oficina de caligrafia do Cláudio Gil, ontem. Gostei à pampa.
Good day, traffic engineers!
I hereby introduce you to a character I once had, mr. Pinzón the shrimp: he lived near Acapulco and used to converse with his friend, Gaspár (maybe an imaginary friend, I never quite knew for sure), about life and love and the universe and everything else that disturbs human and animal soul in any manner. Well, I could go on and describe him and even try to describe his friend, although there is no living creature on earth who could do it with the due precision so estimate a critter really deserves, but sad thing is, I have long heard nothing from them, meaning there would be no use for such a description. You should only know that both of them liked Dry Martini very very much, and that the chance of some gigantic sea predator having eated them is enormously big, what is already a sad thing.
I drew this letter composition during a calligraphy workshop held by Cláudio Gil I took part yesterday.