o corvo só de zua

corvo raven crow illustration ilustração desenho drawing cartoon

Bom dia, violoncelistas!

Hoje, o 26, é aniversário do meu irmão Mauricio, o feras. Ele gosta muito de corvos, e é um jovem deveras sagaz. Você pode ver os desenhos dele nos blogs The Watchtower, no Jedi songs for Jedi people, e no site da Aduge, o estúdio de jogos dele. Parabéns, jeune!

Hi there, cellists!

Today, the 26th, is my brother Mauricio’s birthday. He likes Ravens a great deal, and he is a remarkably witty young man. You can see his drawings over at his blogs The Watchtower, Jedi songs for Jedi people and at his game studio’s website, Aduge.

Posted: April 26th, 2012 | Author: | Filed under: Sketches | No Comments »

As the Ents go marching in

ent marching ente marchando andando walking illustration tree arvore

Bom dia, agrônomas do IEMA!

Hoje eu vou poupar vosso precioso tempo de baboseiras sem precedente e finalmente descreverei como fiz este belíssimo desenho. Pois bem, tudo começou c e então cliquei em “Salvar como…” que fica no meu File, ou, se você estiver usando uma versão francesa do seu sistema operacional (mais conhecido como Windows), como o Windows XP 2005 Sp3 – mesmo que essa seja uma possibilidade remota, em Fichier. Espero que tenha sido proveitosa a leitura, e em caso de dúvidas, é só assinar o post por meio de alguma ferramenta que a internet já deve oferecer em MMXII e escrever-me. Um beijo.

Hi there, agronomists!

Today I shall prevent thou from such bothering blabbering of unprecedented gibberish and finally bestow thy brains with the process behind this masterpiece of mine. Now, you see, everything starts with o then I click on “Save as…” that you can find on the File menu. I really hope this has been of your contentment and shallst thou have any further inquire, freely sign up to the post using any of the vastly available tools on the site and write me. Sincerely,

Posted: April 23rd, 2012 | Author: | Filed under: Character Design | 1 Comment »

an enlightening tale: tomatoes

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Bom dia, fabricantes de pasta de dente!

Outro dia, passando por uma pasta dentro de uma pasta esquecida num hd corrompido que eu tiha deixado como calço de uma estante (sim, é um perigo correr o risco de deixar seus livros à mercê de um abalo sísmico repentino) encontrei a sinopse desse conto belíssimo do qual já quase não me recordava, não fossem pelos molhos de tomate que acompanham minha vida como rêmoras vítimas da especulação agrária do CEASA:

Numa gélida, nebulosa e doce manhã em um vale verdejante de Caxixe Morno, um recôndito agrícola no interior do Espírito Santo, este jovem menino batia agrotóxico (como é costume local chamar a aspersão de defensivos agrícolas) na plantação de tomates da sua família, vestindo apenas seu shortinho estilo seleção de 70 e sua camisa brinde de um candidato a deputado de 14 anos atrás, como manda o costume local. O que ele não sabia, Oh! pobre criança, é que anos seguidos de exposição a toda aquela sorte de produtos químicos tinham afetado, modificado e danificado seu organismo silenciosamente, como um martin-pescador espreita do alto da árvore sua tilápia distraída (como a alegoria local para ‘tocaia’).
Quando a gotícula derradeira é aspirada pelo mancebo, uma transformação hedionda se inicia e, na confusão da neblina matinal que se dissipa, ele é acometido por voraz instinto canibalesco, olheiras roxas como jabuticabas, e palidez amarelada como a polpa do araçá! É tarde demais, criança! Sua vida pacata de observar formigas acabou! Sem mais um lampejo de consciência, ele invade a própria casa e chacina a própria família, destrói tudo (inclusive o fogão a lenha de alvenaria) e devora todos (inclusive o trinca ferro na gaiola – com a gaiola). Tétrica cena para os olhos de um cristão! O menino sai de casa e pisoteia toda a horta, todos os tomates, todas as galinhas, tudo! Até a última cochonilha! A raiva, a fome e a eleição de 1998 – isso é tudo o que ele conhece! Desembestado como um porco fugindo da colher afiada, o menino corre pela mata tropical de altitude e chega até a cidade, um lugar que nunca viu tal monstro sem dó e tampouco um grupião.

Olhando para o desenho agora, o que você deve estar se perguntando, provavelmente, é se realmente faz alguma diferença devorar um trinca-ferro com ou sem a gaiola.
Um beijo, suas linda!11

Palavras chave: agronegócio, assassinato, canibalismo, infância e adolescência, relações familiares, cultura local, meio ambiente, psicologia, êxodo rural.

Good day, toothpaste makers!

The other day I was going through a folder inside a forgotten folder in this one corrupted hard disk I was using as a chock for a shelf (oh yes, it is most dangerous to let your books at the mercy of a sudden seismic disturbance); so in this folder I found the synopsis of this beautiful tale I almost did not recall of, it wasn’t for the tomato sauces which follow my life like remoras victim of agrarian speculation:

In a cold, foggy, sweet morning down amidst a verdant valley in Mild Casheesh, a farming refuge in Espírito Santo, this young cub was pumping pesticides (as the local slang for ‘the administration of disease management solutions for crops’) on his family’s tomato grove wearing nothing but his shorts and a 14-year-old promotional t-shirt from a candidate for deputy, following local usage. What he didn’t know, Oh! poor child, was that several years of repeated exposure to all sorts of chemical agents had silently affected, modified and damaged his organism, like a Kingfisher lurkingly perches atop his tree (as the local allegory for ‘ambush’). Finally, when the terminal droplet was inhaled by the kid, a hideous transformation took place, and among confusion in the dissipating mist, he was struck by utter cannibalistic instinct, jabuticaba-purple dark circles under his eyes and a lemon guava-yellow pallor! It is too late, sprog! Thy placid childhood of ant observing is through! Without the least spark of consciousness he went and attacked his own house, slaughtered his own family, destroyed everything (including the masoned wood oven) and devoured everyone (including the caged Buff-throated Saltator – with the cage). Tetric scene for the eyes of a Christian! The boy stepped out and trampled the orchard, every tomato, every fowl, eveything! To the last cochineal! Rage, hunger and the 1998 elections – this is all he knew! Discombobulated like a pig dodging the sharp spoon, the kid ran through the Atlantic Forest and reached the city, a place that never saw such a merciless monster nor a whipsaw.

Looking at the drawing now, what you might be asking yourself is, most probably, if there is really any difference in devouring a Buff-throated Saltator with or without the cage. Farewell, me hearties!11

Keywords: agrobusiness, murder, cannibalism, childhood, family relations, local culture, environment, psychology, rural exodus.

Posted: March 1st, 2012 | Author: | Filed under: Character Design, Mood scene, Sketches | No Comments »

caderno: Gelsemium sempervirens où l’interminable anxiété d’un petit garçon.

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Posted: February 5th, 2012 | Author: | Filed under: Calligraphy, Sketches | No Comments »

vítima do mar: pobre pescador solitário.

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Bom dia, tocadoras de oboé!

Hoje, olhando uns desenhos do passado recente, encontrei esse que eu achei que tinha perdido, e por sorte não perdi, porque eu gosto dele. Pronto.

Hi there, oboe players!

You might not believe me, but whenever strolling in the park with your friends under an over 40ºC cozy sunny day, hydrating yourselves with beer may not be the smartest idea of all, especially if you keep on drinking for the next 12 hours or so.

Guten Morgen, Oboistinnen!

Wollte ich was lustiges schreiben, aber es fällt mir nichts ein. Dann laße ich euch mit diesem Spruch: «Da gibt es Leute die sagen dass es besser ist, nichts zu sagen.»

Posted: January 16th, 2012 | Author: | Filed under: Sketches | No Comments »

sketchbook: Daphne indica and friends.

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Bom dia, perfuradoras de poço artesiano!
Você, criança tratada desde tenra infância apenas com alopatias de todo tipo e tarjas multicoloridas, pode achar Daphne indica um nome bonito pra sua sobrinha, ou parecido com marca de cerveja, ou achar nada, até, o que não te desmerece em nada. Mal sabe você que tem gente por aí com medo de matar outras com uma faca, ou que de tanta dor, pensa em livra-se dela usando o mesmo artifício, só que em si mesmo. Para essas pobres almas, há quem recomende doses de um preparado feito com essa planta. Estimados amigos, essas são páginas homeopáticas.

Hi there, artesian aquifer drillers!
Some social media guru I recently hired for an outrageous 6-digit sum finally came to the conclusion that I was taking this blog thing too seriously, approaching a perilous level where – according to his previsions – I wouldn’t be satisfied to post anything less than a one-square-meter-big oil painting a year, what would consequently mean that you’d need to wait much more to see a masterpiece of mine. But fear nothing, me hearties, for I’ve decided to post any ordinary scratch I do on any adequate surface a-rumbling in my surroundings. The current theme being the ancient healing method of homeopathy, the above displayed pages depict the very first attemps of turning anxiety into interesting looking letters.

Guten Morgen, artesischer Brunnen Bohrerinnen!
Als ich einen richtigen Sketchbook nie weiterführen konnte, hab ich gedacht dass vielleicht einen Kalligrafiesketchbook funktionieren würde, weiß ich auch nicht warum. Ich habe eigentlich schon drei oder vier Seiten voll geschrieben, und soweit geht es gut. Die Namen der homöopatischen Medizinen klingen mir sehr schön, und da ich viele von denen seit kleinem pummeligem Bub höre, ich dachte die wären was gutes zum Schreiben. Daneben ist ja auch sehr interessant zu lernen was für häufige Symptome hat jede Medizin.

Posted: January 7th, 2012 | Author: | Filed under: Calligraphy, Sketches | 1 Comment »

caderno: gold, Eszett sable rampant

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Bom dia, selecionadoras de pintinho de granja! Queria eu ter mais o que falar pra vocês. Hoje fiz esse serelepe ß na capa de um caderno da mais baixa qualidade, só de zua kkk.

Hi there, granary chick selectors! During an utmost strainingly Tour de force to pass the day minding strictly my own business, I arguably took the time to draw this Eszett on the cover of my sketchbook. I used blue poney-bone charcoal to sketch and painted it black with a hundred hummingbird’s liver secretion. Today I listened a lot to Friska Viljor.

Servas, mine Domen un Härren! Es wird ja schwer wenn man versucht alles richtig und fein zu machen, der gute Bub zu sein, und der dumme Bescheuert der neben dir ist macht alles so wie er es will, ganz unbesorgt ob es jemanden stört, ob es korrekt ist oder was auch immer. Man muss ja nen starken Magen haben um drüber zu kommen. Aber, wie die uns schon ein Millionen Fach gesagt haben, macht ja deine Sache wie es sein soll, und laß es dir nicht stören. Viel Glück dabei, mein Junge.

Posted: December 21st, 2011 | Author: | Filed under: Calligraphy | No Comments »

fofureza ungulada: os duendes e as renas.

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Bom dia, cantoras-compositoras! Uma coisa útil que a gente poderia desenvolver seriam esses vários estômagos dos ruminantes, assim a gente podia ficar comendo o dia inteiro, e ainda poderia dedicar um compartimento pra cada sorte de guloseima. Café-da-manhã no rúmen, almoço no barrete, sobremesa no omaso, mais sobremesa no abomaso. Assim não tem essa de comi muito, não agüento mais nada nos próximos 15 minutos, ou ainda, estou esdjonfo, favor retornar mais tarde.

São essas coisas que devem fazer uma criatura ter um olhar tão plácido e aparentemente se preocupar com tão pouco. Se você partir do princípio que nenhum deles fala, seria bom saber que o pré-requisito pra poder se comunicar é ser ruminante, por exemplo. Isso expandiria muito suas possibilidades de conversa com alguém, e você poderia se maravilhar a cada vez que encontrasse alguém com uma cara que você nunca viu antes mas, veja só que coisa, parece bem ser ruminante, logo deve ter uns bons causos pra contar, uns 10 deles pelo menos sobre como se engasgou uma vez com aquela coisa verde e fibrosa que não soube entre qual estômago escolher. Se fosse mais abrangente do que isso o tal critério, ser artiodáctilo (é só uma suposição, não quero que você leve muito a sério e desconsidere uma coisa dessas, falar com outro artiodáctilo, por mais inadequado que te pareça no momento), então talvez você passasse uma vida inteira sem encontrar uma pessoa que fosse de todas as espécies que poderiam entender suas lamúrias sobre a vida durante um despretensioso chá das 5 com aquele chá do Sri-Lanka que seu amigo distante te trouxe da última viagem dele (isso sem falar na folha do chá in natura, que deve ter conseqüências diferentes dependendo da sua versatilidade ruminante).

No fim das contas, só de poder ouvir alguém que tem simetria bilateral nas 4 patas e anda por aí sem se importar de verdade em querer soar como o mais genial dos espécimes usando menos de 100 letras já valeria a pena, mas como você bem sabe, o que é uma pena mesmo é que, segundo a wikipédia, “Seria necessário que o treno se movesse varias vezes mais rápido que a luz para efetuar tal jornada.” [sic]

Hi there, singer-songwriters! Could you believe I didn’t have the patience to re-write this huge text on the amazingness of Reindeers all over again? What a pity, is is not, my dear? I bet you are most interested to know everything I know about this furry mysterious-looking brown animals full of antlers. This is by no means a wasted visit for you, though. I could very well summarize it all and put it in a few words, but I doubt you would have the time or the disposition to discover, at the end of your maybe distracted reading, that I wrote nothing at all, and you were forced by some greater force to stay and go through the text in despair looking for some fine information on ungulates. No, youngster, I don’t want to do it with you. Please let off and pray do something nicer with your time. I suggest you cook your meal tonight, take a picture of it, write the recipe down and keep them to yourself. One day, God speed you, when you have your children, you may show them your recipe and cook it while they watch you aside the stove.

Posted: December 6th, 2011 | Author: | Filed under: Character Design | 1 Comment »

4 penas: tempo, caligrafia fundametal.

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Bom dia, engenheiras de tráfego!
Eu tinha esse personagem crustáceo, o Camarón Pinzón, que por sua vez tinha muitos diálogos filosóficos com um amigo dele, que podia muito bem ser um amigo imaginário, que chamava Gaspár, que, ao que tudo indica, devia ser um Tatuí, ou algum outro crustáceo parecido com isso, já que um camarão deveria conseguir conversar, pelo menos a princípio, somente com outros crustáceos, e, com certeza, o Gaspár não era um camarão. Não que isso impedisse que ele fosse outro bicho, tipo um pepino do mar, uma estrela do mar, um cavalo marinho ou outra vítima do mar qualquer, mas pela personalidade dele, não acredito que fosse algum animal de corpo mole ou de simetria radial. Poucas coisas com simetria radial são confiáveis nessa vida, e acho que menos ainda na vida marinha, e ainda menos pra se conversar. E como o Pinzón era em essência um cara muito desconfiado e na dele, acho menos provável ainda que fosse filosofar sobre os problemas da vida e as dificuldades de relacionamento com qualquer criatura de simetria radial que aparecesse na frente dele. Primeiro que fica bem difícil saber pra onde olhar, principalmente se os olhos da coisa não forem bem óbvios, e depois que se você precisar de uma ajuda prática mesmo, mudar um sofá de lugar, por exemplo, um bicho desses vai mais atrapalhar do que te ajudar. Além de que o Gaspár não era um cara qualquer, não tinha aparecido do nada. Ou eles eram amigos há muito tempo, ou então ele era imaginado pelo Pinzón há muito tempo. Ou então, apesar de se conhecerem há pouco tempo, eles tinham aquela impressão de se conhecer desde longa data, o que permite conversas daquele calibre. De qualquer maneira, pouco importa se ele era um peixe palhaço ou uma craca, eles devem ter voltado pra acapulco, se esvaído em Martini seco, que eu não sei como alguém pode gostar de beber, ou sido comidos por qualquer bicho maior, e bichos maiores, na amplitude de um isqueiro até um quarteirão, têm vários, não seria esse o problema.
Esse desenho de letras aí eu fiz na oficina de caligrafia do Cláudio Gil, ontem. Gostei à pampa.

Good day, traffic engineers!
I hereby introduce you to a character I once had, mr. Pinzón the shrimp: he lived near Acapulco and used to converse with his friend, Gaspár (maybe an imaginary friend, I never quite knew for sure), about life and love and the universe and everything else that disturbs human and animal soul in any manner. Well, I could go on and describe him and even try to describe his friend, although there is no living creature on earth who could do it with the due precision so estimate a critter really deserves, but sad thing is, I have long heard nothing from them, meaning there would be no use for such a description. You should only know that both of them liked Dry Martini very very much, and that the chance of some gigantic sea predator having eated them is enormously big, what is already a sad thing.
I drew this letter composition during a calligraphy workshop held by Cláudio Gil I took part yesterday.

Posted: July 10th, 2011 | Author: | Filed under: Calligraphy, Sketches | 1 Comment »

hopelessness: Captain Ahab.

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Bom dia, imediatos!
Você pequeno marujo, pequena marinheira, pequeno calafetador de primeira viagem. Você que sonha em sair por aí sem saber pra onde ir; você que saiu por aí e não lembra mais de onde veio. Você que achou que ia morrer no mar; você que não sabe o que é um gurupés. Você que quando chega no fim de um parágrafo não lembra mais como ele começava; você que não abaixou a cabeça pra retranca. Você que diz que lê 4 livros por mês; você que não lembra qual o último livro que leu; você que diz que não lê auto-ajuda; você que não acredita em páginas brancas. Você que não consegue entrar num caiaque; você que nunca fez uma regata; você que não come camarão. Você que tem diarréia com mariscos; você que só pensa em ostra. Você que nunca tinha ouvido a palavra vôngole; você que comprou madeira balsa pra brincar; você que sempre sonhou em brincar com madeira balsa; você que só sonha; você que não vive; você que acha que a vida é no sonho; você que nunca contou um sonho seu; você que não sabe se seu pai sonha.
Você que é muito interessado no que eu escuto: Sufjan Stevens – Michigan.

Good day, chief mates!
You little sailor, little seagirl, little first time caulker. You who dream of setting out not knowing where to; you who went ou there and don’t remember where you came from. You who thought you would die in the sea; you who don’t know what a bowsprit is. You who get to the end of a paragraph and can’t remember how it began; you who didn’t lower your head to the boom. You who claim to read 4 books a month; you who can’t remember the last book you read; you who claim not to read self-help books; you who don’t believe in white pages. You who can’t get into a kayak; you who never took part in a regatta; you who don’t eat shrimp. You who had enough translating it.
You who care much about my musical taste: Sufjan Stevens – Michigan.

Posted: June 12th, 2011 | Author: | Filed under: Character Design, Sketches | 3 Comments »

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